Quem somos

Era 1987 e um anúncio da OLAC – Oficina Literária Afrânio Coutinho atraiu
algumas pessoas que já escreviam ou gostariam de escrever contos, crônicas, poesia.
A professora, Lídia Santos, trabalhou com a turma por três meses e, ao fim da
oficina, alguns alunos quiseram se tornar “repetentes”.
Ali se formava o grupo: Marilena Moraes e Alexandre Brandão conheceram
Sônia Peçanha e Vânia Osório, já frequentadoras da OLAC. Na turma seguinte,
orientada por Maria Amélia Melo, agregaram-se Miriam Mambrini e Cristina Zarur.
Lançamento de "A palavra em construção", 1991. Com Nélida Piñon.
Mas os ventos mudaram, e os amigos passaram a se reunir na casa de Marilena, no Leblon, às quartas-feiras; eram as “quartalenas”.
Numa época em que não havia sequer fax, muito menos computador, cada um datilografava e copiava seu texto, que passava aos demais, para só comentá-lo uma semana depois.
Algumas pessoas do mundo da literatura acompanharam o grupo, fazendo uma crítica dos trabalhos, dando orientações e dicas: Suzana Vargas, Mauricio Vasconcelos, Nilma Lacerda, que passou a fazer parte da turma.
Com métodos diferentes – filmes, música, velas, caleidoscópios – todos instigaram nossa criatividade, aguçaram nossa percepção.
Em 1991, com o apoio da Carioca Engenharia, o grupo publicou a coletânea A
palavra em construção, e agora, em 2010, os amigos se reuniram para lançar Amores Vagos, que traz a simpática ideia de fazer circular os exemplares, gratuitamente distribuídos, no que chamam de “uma ciranda sem fim”.
Muita coisa mudou nesses mais de vinte anos; na casa da Paul Redfern instalou-se um restaurante; o bar onde fechávamos a noite mudou de nome, mas o grupo não poupa esforços para contornar o dia a dia e comparecer aos encontros. Entre goles de vinho, dedos de prosa e licenças poéticas, trocamos textos e ideias, livros e opiniões.
A diversidade – que talvez explique a boa liga e o entendimento ─ se traduz em riqueza de estilos, que conduzem o leitor a diferentes dimensões, num projeto que une amigos e escrita, agora munidos de netbooks, pen drives e nuvens da internet. Mas o entusiasmo é o mesmo de anos atrás e esperam-se, para breve, novos títulos pelo selo estilingues.

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